Me chamo Angelica e não consigo lembrar exatamente quando os livros passaram a fazer parte do meu universo.
Minha
mãe sempre adorou ler e na minha casa havia livros, gibis, revistas,
por toda parte. Ela era sócia do Círculo do Livro e tive contato com
livros de grandes autores brasileiros e internacionais devido a isso.
Minha
bisavó lia para mim, eu me sentava em seu colo e aquela voz doce e
aportuguesa entrava pelos meus ouvidos construindo mundos que por anos
sonhei conhecer.
Lembro da primeira carteirinha da biblioteca, tinha 7 anos, e de como gostei daquele livro de capa vermelha cheio de animais. Fiquei
com ele em casa por 2 meses e minha mãe quase me matou quando chegou à
carta cobrando pelo livro. Bom, ganhei um igualzinho.
Creio que minha base leitora teve grande ajuda das figuras femininas que cercavam.
Tenho
até hoje (40 anos) coleções de contos de fadas com capas que se
movimentam e outra composta de 3 livros de capa dura e bem grandes.
Neste
percurso não poderia faltar a coleção Vagalume, Viagens de Gulliver,
Robson Crusóe, José de Alencar (li Iracema 8 vezes), Carlos Drummmond de
Andrade (fase das paixões e poesias), Vinicius de Moraes, e tantos
outros que fica difícil citar.
Hoje tenho lido menos livros do meu interesse, muitos de formação devido a pós que terminei a pouco e vários infantis para o meu filho de 4 anos.
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