sexta-feira, 31 de maio de 2013

Me chamo Angelica e não consigo lembrar exatamente quando os livros passaram a fazer parte do meu universo.
Minha mãe sempre adorou ler e na minha casa havia livros, gibis, revistas, por toda parte. Ela era sócia do Círculo do Livro e tive contato com livros de grandes autores brasileiros e internacionais devido a isso.
Minha bisavó lia para mim, eu me sentava em seu colo e aquela voz doce e aportuguesa entrava pelos meus ouvidos construindo mundos que por anos sonhei conhecer.
Lembro da primeira carteirinha da biblioteca, tinha 7 anos, e de como gostei daquele livro de capa vermelha cheio de animais.  Fiquei com ele em casa por 2 meses e minha mãe quase me matou quando chegou à carta cobrando pelo livro. Bom, ganhei um igualzinho.
Creio que minha base leitora teve grande ajuda das figuras femininas que cercavam.
Tenho até hoje (40 anos) coleções de contos de fadas com capas que se movimentam e outra composta de 3 livros de capa dura e bem grandes.
Neste percurso não poderia faltar a coleção Vagalume, Viagens de Gulliver, Robson Crusóe, José de Alencar (li Iracema 8 vezes), Carlos Drummmond de Andrade (fase das paixões e poesias), Vinicius de Moraes, e tantos outros que fica difícil citar.
Hoje tenho lido menos livros do meu interesse, muitos de formação devido  a pós que terminei a pouco e vários infantis para o meu filho de 4 anos.

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